História Municipal — VITÓRIA DE SANTO ANTÃO
Olinda
27/07/1811
Alvará Régio de 1811

O início do povoamento das terras onde se situa o município de Vitória de Santo Antão data da primeira metade do século XVII, época da fixação de lavradores e criadores no vale do Tapacurá. Em 1626 o português Diogo Braga, natural da ilha de Santo Antão do Cabo Verde, estabeleceu-se com a família e agregados no local onde teve origem o povoado e posteriormente se formou a cidade. Dedicando-se principalmente à criação de gado, a região tornou-se um conjunto de fazendas criadoras pertencentes aos mesmos. Diogo Braga fez erigir uma capela sob a invocação de Santo Antão, não apenas por ser o mesmo o padroeiro de sua terra natal, mas também por ser considerado o patrono contra o furto do gado. O cemitério da povoação ficava atrás e em torno dessa capela. Em 1645, quando o núcleo populacional já era bastante desenvolvido, a localidade foi ocupada por holandeses tendo-se travado a célebre batalha do Monte das Tabocas entre pernambucanos e os invasores, no dia 03 de agosto de 1645, quando os holandeses foram derrotados, no movimento conhecido como Insurreição Pernambucana.

Inicialmente conhecida como “cidade de Braga”, após a morte do fundador e sucessão de outros moradores passou a chamar-se Santo Antão da Mata, topônimo em homenagem ao santo padroeiro e em referência à mata de São João, nas proximidades do povoado.

Pela sua situação central, no roteiro entre os rios Capibaribe e São Francisco, o local tornou-se ponto de convergência natural dos moradores das regiões circunvizinhas e dos tropeiros sertanejos que conduziam boiadas para as feiras semanais de gado, nas quais se abasteciam. Em 1712, o desenvolvimento local fez com que o diocesano D. Manoel Álvares da Costa atendesse ao pedido dos moradores, criando ali uma freguesia, a qual, por provisão do mesmo ano, foi elevada à categoria de paróquia, com a invocação de Santo Antão; a freguesia pertencia, então, ao município de Olinda. O distrito foi criado por Alvará datado de 14 de março de 1783.

Por solicitação do então governador e capitão-general Caetano Pinto de Miranda Montenegro, em ofício de 06 de dezembro de 1810, foram criados a vila e o respectivo termo de Santo Antão, por Alvará de 27 de julho de 1811. O termo ficou compreendendo os distritos das freguesias de Santo Antão e de São José dos Bezerros. A instalação oficial ocorreu em 28 de maio de 1812, pelo desembargador, ouvidor e corregedor da comarca de Pernambuco, Clemente Ferreira de França, tendo lugar, então, o levantamento e inauguração do pelourinho da vila no pátio da igreja matriz. O mesmo governador, por ato de 07 de julho de 1814, concedeu uma porção de terras de uma légua e meia quadrada para patrimônio da Câmara Municipal, que tomou posse dessas terras no dia 05 de fevereiro de 1817.

A comarca de Santo Antão foi criada em 20 de maio de 1833, por Resolução do Conselho do Governo de Pernambuco, e instalada pelo seu primeiro juiz de Direito, Dr. José Telles de Menezes, que tomou posse perante a Câmara no dia 12 de dezembro de 1833. A nova comarca abrangia o termo da vila de Santo Antão, o qual compreendia as freguesias de Santo Antão e Escada e parte da freguesia da Luz. Em 20 de abril de 1838, através da Lei Provincial nº 58, foi incorporado à comarca de Santo Antão o termo da vila do Bonito, cuja comarca foi extinta pela mesma lei. Mas a comarca do Bonito foi restaurada no dia 08 de maio de 1840, pela Lei Provincial nº 86, desmembrada da comarca de Santo Antão.

Em 06 de maio de 1843 a Lei Provincial nº 113 elevou a vila de Santo Antão à categoria de cidade, com a denominação de cidade da Vitória, em homenagem à vitória dos pernambucanos sobre os holandeses. O território foi desmembrado da comarca de Olinda. Tornou-se município autônomo em 09 de março de 1893, com base no art. 2º das disposições gerais da Lei Estadual nº 52 (Lei Orgânica dos Municípios), de 03 de agosto de 1892. O primeiro prefeito republicano foi o Dr. José de Barros de Andrade Lima e o subprefeito foi o coronel Alexandre de Holanda Cavalcanti d’Albuquerque.

Em 27 de janeiro de 1905 foi inaugurado um monumento comemorativo da vitória alcançada na batalha do Monte das Tabocas, consistindo em uma coluna encimada por uma estátua de ferro, representando o Anjo da Vitória. Situa-se na Praça Três de Agosto.

O município teve o topônimo alterado para Vitória de Santo Antão pelo Decreto-lei Estadual nº 952, de 31 de dezembro de 1943. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950 é constituído de três distritos: Vitória de Santo Antão, Pirituba e Pombos, o qual foi desmembrado e elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 4.989, de 20 de dezembro de 1963. Atualmente o município é formado pelo distrito-sede e por Pirituba.

O município teve o topônimo alterado para Vitória de Santo Antão pelo Decreto-lei Estadual nº 952, de 31 de dezembro de 1943. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950 é constituído de três distritos: Vitória de Santo Antão, Pirituba e Pombos, o qual foi desmembrado e elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 4.989, de 20 de dezembro de 1963. Atualmente o município é formado pelo distrito-sede e por Pirituba.

Localização no Estado

Mapa de Pernambuco com a localização de VITÓRIA DE SANTO ANTÃO em destaque
Localização de VITÓRIA DE SANTO ANTÃO no mapa do estado de Pernambuco

Origem do Nome

A evolução do nome VITÓRIA DE SANTO ANTÃO combina fé e heroísmo militar:

Religiosidade
Santo Antão

Homenagem ao padroeiro da terra natal do fundador Diogo Braga e protetor dos rebanhos da região.

Civismo
Vitória

Inserido em 1843 para celebrar a vitória pernambucana sobre os holandeses na célebre Batalha do Monte das Tabocas em 1645.

Denominação Oficial

Fontes

Agência CONDEPE/FIDEM, Calendário Oficial de Datas Históricas dos Municípios de Pernambuco. Recife: CEHM, 2006. V. 3
ARAGÃO, José. História da Vitória de Santo Antão: da cidade de Braga à cidade da Vitória (1626-1843). 2ª Ed. Recife: CEHM, 1983. Biblioteca Pernambucana de História Municipal, 1.
ENCICLOPÉDIA DOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS. Rio de Janeiro: IBGE, 1958. v. 18
GALVÃO, Sebastião de V. Dicionário Corográfico, Histórico e Estatístico de Pernambuco. Recife: CEPE, 2006. v. 4
FONSECA, Homero. Pernambucânia: o que há nos nomes das nossas cidades. Recife: CEPE, 2009.
PERNAMBUCO. Tribunal de Justiça. História das Comarcas Pernambucanas. 2ª Ed. Recife, 2010