Em 1865, o local onde se situa o atual município de Tabira era uma fazenda de propriedade do Sr. Gonçalo Gomes que, por iniciativa própria, organizou uma pequena feira para os seus habitantes. A partir daí, surgiu uma povoação no lugar denominado Madeira, que depois o povo começou a chamar de Toco de Gonçalo Gomes, em virtude de haver no meio da feira um pequeno toco onde os feirantes cortavam as peças de carne para a venda. Esse mesmo senhor doou parte de suas terras ao patrimônio de Nossa Senhora dos Remédios, justamente a área que forma o perímetro urbano da atual cidade de Tabira; como homenagem, a praça principal recebeu o seu nome.
Em 1889 o local passou a chamar-se Espírito Santo, até que, em 31 de março de 1938, o Decreto-Lei Estadual nº 92 mudou a denominação para Tabira, figurando como 2º distrito do município de Afogados da Ingazeira. Esse nome foi escolhido como homenagem ao grande guerreiro Tabira, chefe de uma tribo indígena que ali habitou em tempos remotos. A Lei Estadual nº 418, de 31 de dezembro de 1948, criou o município de Tabira, desmembrado de Afogados da Ingazeira, sendo instalado em 30 de janeiro de 1949. A comarca de Tabira foi criada pela Lei Estadual nº 508, de 27 de junho de 1949, e instalada no dia 26 de setembro do mesmo ano, pelo juiz Geraldo Magela Dantas Campos. É classificada como de 1ª entrância e engloba o termo judiciário de Solidão.
Localização no Estado
Origem do Nome
O nome Tabira carrega uma herança histórica e cultural que remonta às raízes indígenas da região:
Madeira / Toco de Gonçalo Gomes
Primeiras denominações referentes à localidade e à feira organizada no pátio da fazenda fundadora.
Guerreiro Tabira
Denominação adotada em 1938 em honra ao chefe indígena Tabira, que liderou tribos na região em tempos remotos.
Denominação Oficial