Nos meados do século XIX, o tenente-coronel Martinho da Costa Agra, acompanhado de sua família, veio instalar-se com uma fazenda de gado à margem do rio Brígida. Assim, a origem da cidade fica ligada ao ciclo econômico da pecuária, que teve um lugar decisivo na formação histórica e sociológica dos sertões. Foi, na realidade, Saco de Martinho (nome primitivo da região), o núcleo habitacional que evoluíra a ponto de, pela Lei Provincial nº 733, de 06 de junho de 1867, constituir o distrito de Santana do Saco, mudando o nome depois, por força da Lei Provincial nº 924, de 25 de maio de 1870, para Leopoldina.
Foi constituída uma capela sob a invocação de Senhora Sant’Ana, por ordem de Martinho da Costa Agra. Anos mais tarde, foi criada a freguesia de Leopoldina e depois o município, desmembrado de Cabrobó, pela Lei Provincial nº 1.464, de 16 de junho de 1879, tendo sido instalado a 19 de abril de 1880. A sede municipal recebeu o nome de cidade, por efeito da Lei Estadual nº 991, de 1º de julho de 1909.
Por força do Decreto-lei Estadual nº 235, de 09 de
dezembro de 1938, data de criação, o município de
Leopoldina é desmembrado de Bodocó e Serrita. Em 1º de
janeiro de 1939 é instalado. O termo e o município de
Leopoldina passaram a denominar-se Parnamirim, por força
do Decreto Estadual nº 952, de 31 de dezembro de 1943.
Ainda pelo referido Decreto-Lei, que fixou a divisão territorial judiciário-administrativa do Estado, foi
criada a comarca de Parnamirim, continuando a mesma situação, determinada pela Lei Estadual nº
1.819, de 30 de dezembro de 1953.
Localização no Estado
Origem do Nome
Leopoldina
Denominação utilizada entre 1870 e 1943, comum em homenagens a figuras da realeza ou aristocracia da época.
Parnamirim
Termo de origem tupi que significa "rio pequeno" ou "mar pequeno" (paranã = mar/rio grande + mirim = pequeno).
Nome Oficial desde 1943