As terras de Itambé, originalmente habitadas pelos índios Cariris, começaram a receber colonizadores portugueses no final do século XVI. Um marco fundamental ocorreu no século XVII, quando o herói da Restauração Pernambucana, André Vidal de Negreiros, erigiu a capela de Nossa Senhora do Desterro no local conhecido como Pedras de Fogo. Ele doou vastas extensões de terra, incluindo os engenhos Novo de Goiana e Palha, para o patrimônio da igreja, confirmando a fundação religiosa da localidade.
Durante muito tempo, Itambé e a vizinha Pedras de Fogo (hoje na Paraíba) formaram um único núcleo populacional, marcado pela curiosa coexistência na divisa entre os estados. O nome "Itambé" carrega essa essência mineral, significando "pedra afiada" ou "pedra de fogo", em referência aos calhaus que produzem faíscas quando friccionados. Em 1789, a freguesia foi oficialmente desmembrada de Goiana, consolidando seu papel administrativo na região da Mata Norte.
A vila foi criada pela Lei Provincial nº 720 em 20 de maio de 1867, e elevada à categoria de cidade em 4 de fevereiro de 1879, data em que se celebra o seu aniversário cívico. Embora tenha passado por uma breve mudança de nome para "També" entre 1938 e 1975, a cidade recuperou sua denominação histórica original, permanecendo como um importante centro cultural e geográfico na divisa pernambucana.
Localização no Estado
Origem do Nome
Itá-mbé
Do tupi itá (pedra) + mbé (afiada). Refere-se às pedras de amolar ou aos calhaus avermelhados que produzem fogo.
Pedras de Fogo
Denominação primitiva do local, preservada até hoje pela cidade gêmea no estado da Paraíba, separada apenas por uma rua.
Tradição Local