A origem do topônimo Flores deve-se à existência de uma fazenda de gado, em tempos remotos, no mesmo local em que está situada a cidade. Conhecida inicialmente por Fazenda dos Flores, em alusão ao sobrenome de seus proprietários, e depois por Pajeú de Flores por situar-se à margem direita do rio Pajeú. Com o desenvolvimento da povoação foi extinta a fazenda pastoril, permanecendo, porém, uma propriedade conhecida por Sítio das Flores , pertencente à Casa da Torre da Bahia (de Garcia d`Ávila). Em 02 de janeiro de 1749, mediante escritura, Francisco Dias d`Ávila (da Casa da Torre) fez doação de uma área, na povoação de Flores, destinada a constituir o patrimônio canônico do lugar, com a construção de uma capela sob a invocação de Nossa Senhora do Rosário, ali fundada por uma associação de pretos escravos. Em 11 de setembro de 1783 um alvará do governador José César de Menezes criou a paróquia de Nossa Senhora da Conceição do povoado de Pajeú de Flores, com território desmembrado da de Cabrobó. A paróquia foi instalada pelo vigário João de Sant’Ana Rocha, na antiga capela de Nossa Senhora do Rosário. A comarca do Sertão de Pernambuco foi criada por Alvará Régio de 15 de janeiro de 1810, compreendendo a vila de Cimbres, os julgados de Garanhuns, Flores na Ribeira do Pajeú, Tacaratu, Cabrobó e a vila de São Francisco das Chagas. O mesmo alvará erigiu em vila a povoação de Flores na Ribeira do Pajeú, sendo a Câmara instalada em 27 de maio 1811. Em 20 de maio de 1833 uma resolução do Conselho do Governo de Pernambuco, no seu art. 9º, criou a comarca de Flores, abrangendo os termos da vila de Flores e dos julgados de Tacaratu e Cabrobó. O termo da vila de Flores ficou compreendendo as freguesias de Pajeú de Flores e Fazenda Grande. Em 06 de maio de 1851 o município foi extinto pela Lei Provincial nº 280, que transferiu a sua sede e a da comarca de Flores para a povoação de Serra Talhada, que foi elevada à categoria de vila, com a denominação de Vila Bela. Em 26 de maio de 1858 a Lei Provincial nº 437 restaurou o município na freguesia de Flores, o qual foi instalado em 14 de fevereiro do ano seguinte, com território desmembrado do de Vila Bela. O município foi constituído no dia 02 de agosto de 1893, adquirindo autonomia legislativa, com base na Constituição Estadual e no art. 2º das disposições gerais da Lei Estadual nº 52 (Lei Orgânica dos Municípios), de 03 de agosto de 1892, promulgada durante o governo de Alexandre José Barbosa Lima.
Os distritos de Carnaíba de Flores e Colônia de Boa Vista, pertencentes ao município de Flores, foram criados, respectivamente, em 29 de julho de 1893 (Lei Municipal nº 4) e 17 de dezembro de 1904 (Lei Municipal nº 20). Em 1º de julho de 1909 a Lei Estadual nº 991 elevou a sede do município à categoria de cidade, com a denominação de Flores. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de três distritos: Flores, Carnaíba (ex-Carnaíba de Flores) e Colônia de Boa Vista, o qual, em 1933, aparece com a denominação alterada para Boa Vista de Colônia. A comarca de Flores foi restaurada em 13 de junho de 1934, pelo Decreto Estadual nº 305. Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece com quatro distritos: Flores, Carnaíba, Borborema (ex-Boa Vista de Colônia) e São Serafim. Pelo Decreto-lei Estadual nº 92, de 31 de março de 1938 , o distrito de São Serafim passou a denominar-se Calumbi. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de quatro distritos: Flores, Borborema, Carnaíba e Calumbi (ex-São Serafim). Pelo Decreto-lei Estadual nº 952, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Borborema passou a denominar-se Ibitiranga. Pela Lei Municipal nº 49, de 30 de maio de 1953, foi criado o distrito de Quixaba, com território desmembrado do distrito de Carnaíba, e anexado ao município de Flores. Na mesma data, a Lei Municipal nº 50 criou o distrito de Sítio do Nunes, com território desmembrado do distrito sede. A Lei Estadual nº 1.818, de 29 de dezembro de 1953, criou o município de Carnaíba, formado pelos distritos de Carnaíba e Ibitiranga, desmembrados de Flores. A Lei Estadual nº 3.208, de 02 de setembro de 1958, transferiu de Flores o distrito de Quixaba, anexando-o ao município de Carnaíba. A Lei Estadual nº 4.938, de 20 de dezembro de 1963, criou o município de Calumbi, formado pelo distrito de mesmo nome, desmembrado de Flores. Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1999 o município aparece com três distritos: Flores, Sítio dos Nunes e Fátima, assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Localização no Estado
Origem do Nome
Fazenda dos Flores
Referência direta aos antigos proprietários da fazenda de gado que ocupava o local onde a cidade se desenvolveu.
Pajeú de Flores
Denominação que unia o nome da propriedade à sua localização estratégica à margem direita do rio Pajeú.
Nome Primitivo